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    sexta-feira, 7 de julho de 2017

    Uma realidade invisível...


    O trabalho infantil é ainda uma prática bastante comum sobretudo em países subdesenvolvidos. Nos países mais desenvolvidos é uma realidade menos comum mas que ainda persiste. Este fenómeno é de relevante importância para as sociedades atuais uma vez que tem implicações em várias dimensões quer sociais, quer económicas. Ao nível social, leva ao abandono escolar, à miséria, à fome e à exclusão social. Em termos económicos, a falta de formação das crianças traduzir-se-á, no futuro, em recursos humanos menos qualificados, o que terá reflexo no desenvolvimento e crescimento económico dos países.
    Em acréscimo, é possível afirmar que o problema da exploração do trabalho infantil requer inúmeras mudanças por possuir nomeadamente questões culturais, económicas, sociais e políticas que precisam, portanto,  de ser tratadas em conjunto para que haja um resultado efetivo. De nada adiantarão medidas isoladas, senão soluções temporárias.
    Apesar da redução em 25% do total de crianças a trabalhar ilegalmente no país, esta estatística não representa uma vitória no combate ao problema, trata-se do início de uma batalha que para ser ganha, ainda é necessário bastante trabalho conjunto desde a prevenção através de uma consciencialização, à repressão através de uma maior fiscalização, de uma rígida aplicação da legislação e suas sanções.
    Devemos, sem dúvida, investir e insistir no pensamento de tornar o futuro destas crianças em algo melhor. Não podemos baixar os braços, não podemos esquecer estas crianças. O problema destas crianças é um assunto que diz respeito a todos nós, uma vez que, se a situação delas não for alterada, o ciclo de pobreza e exploração do trabalho infantil tende a continuar e a não acabar.
    O único meio de impedir a renovação desse ciclo, no meu ponto de vista, é através de políticas sociais direcionadas às crianças trabalhadoras e essas medidas serem tomadas pelo governo que nós vamos escolher! Ou seja, indiretamente, a população em geral é quem tem o poder de mudar essa situação através do sistema democrático. Sempre pela via do diálogo intercultural! (que leva a que se estabeleçam critérios/leis universais).
    Não é John Locke que defende que o estado justifica-se porque pode dar a cada indivíduo mais proteção? Sim, no entanto podemos verificar que ainda não se verificou essa proteção total nas crianças exploradas! Posto isto, fazem-se duas questões lógicas com o objetivo de consciencialização:
    Será que podemos falar em progresso enquanto houver crianças exploradas?
    Enquanto as crianças continuarem a ser utilizadas como um meio para se atingir determinados fins, nunca teremos um mundo plenamente justo, digno e desenvolvido!
    Qual o papel de cada um contra a exploração infantil?
    Bem sabemos que o combate ao trabalho infantil é uma meta invisível, porém se aplicarmos as medidas (possíveis soluções) referidas anteriormente, talvez haja o fim do trabalho infantil.
    Não podemos devolver a essas crianças o que lhes foi tirado (um pouco impossível). No entanto, podemos trabalhar para ajudar a resgatá-las e criar ambientes em que as famílias não possam pôr em risco os membros mais jovens e mais vulneráveis da sociedade: as crianças.

    Autora:

    Laura Mateus, 12ºD